Na nova gestão da ACCC, o jovem selecionador Junior Parisenti é o novo presidente, com a sua experiência como pecuarista e da família que, há mais de 40 anos, atua na pecuária de corte e no varejo de carne bovina, por meio de mercado e açougue próprios.
Em assembleia geral ordinária realizada no dia 01/12/2025, a Associação Catarinense de Criadores de Charolês definiu a sua nova diretoria para o biênio 2026/2027. Na nova gestão da ACCC, o jovem selecionador Junior Ari Parisenti assume o cargo de presidente, tendo o criador Marcelo Alexandre, que liderou a associação no período 2024/2025, como novo vice-presidente.
Junior, como é conhecido na raça, é o titular da Cabanha Pelo Branco, que está localizada no município de Herval d’Oeste na região Centro-Oeste de Santa Catarina, projeto este iniciado em 2019 a partir de uma história familiar de mais de 40 anos de dedicação à pecuária de cria e terminação de bovinos de corte. Soma-se ainda, a sua participação na gestão do mercado e açougue de sua família (Parisenti Supermercado), que lhe permitiu a obtenção de uma experiência ampla tanto na avaliação de carcaças e de cortes, quanto sobre o consumo de carne bovina. Esta percepção sob essa perspectiva, trouxe consigo o conhecimento específico dos diferenciais apresentados pelas carcaças Charolês, motivando a família Parisenti a iniciar um trabalho de seleção e com foco na genética de animais puros através da Cabanha Pelo Branco. É esta visão, que Júnior trará para suas ações à frente da ACCC, além de atualmente também contribuir compondo a diretoria da associação brasileira (ABCC). “Nós identificamos que o Charolês é um animal de um custo benefício excelente, talvez, o melhor custo benefício, pois tendo conhecimento de dentro do açougue, posso afirmar que sua carcaça atende todos os perfis de clientes” afirma. Segundo Júnior, as virtudes da raça beneficiam todos os elos da cadeia produtiva: produtor, frigorífico, açougue e consumidor final. “A carcaça do Charolês se vende por completo, além de ter uma quebra na casa dos 13%, enquanto carcaças de outros cruzamentos chegam a 22% de quebra. Também sabemos que 99% do consumidor de carne quer ter o máximo de aproveitamento do dinheiro investido e ter menos desperdício e somente cerca de 1% foca em qualidade e fecha os olhos para o desperdício. Neste sentido, entendo que temos o Charolês como uma raça completa” explica. Segundo o criador e novo presidente da ACCC, os selecionadores devem seguir buscando sempre o aprimoramento genético, mas com o cuidado para não deixar de lado as virtudes que a raça sempre trouxe. “Hoje nós temos na mão um animal que entrega proporcionalmente mais carne e com um acabamento suficientemente necessário. Nós precisamos do volume do Charolês, precisamos do que ele nos entrega de berço e isso a gente vê muito nítido na sua função no cruzamento em todo o país” finaliza.
Entre suas metas à frente da ACCC, além de buscar aproximar o vendedor de bezerros ao confinador que busca o Charolês e de aliar produtores e indústria, também está a busca pela viabilidade da participação dos criadores catarinenses no Programa Genoma Charolês da ABCC, a ampliação de realização de dias de campo e a ampliação da participação da raça em exposições em distintas regiões do estado. A sede da Associação Catarinense de Criadores de Charolês está localizada no parque de exposições Conta Dinheiro em Lages/SC.
Confira abaixo, a diretoria completa da ACCC para o biênio 2026/2027: